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Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro, Brazil
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A incrível verdade sobre 2017

Conforme e-mail recebido da Avaaz...................................................................................................
Em 2016, o ódio tomou o lugar da esperança – mas não vamos deixar por isso!

Ataques terroristas, Trump eleito, a situação complicada da Síria... foi um ano difícil. Mas por trás de todas as notícias tenebrosas, há uma simples verdade:

O mundo nunca esteve tão bem como agora.

As taxas de pobreza e doenças mortais caíram, enquanto as de alfabetização e de mulheres no poder aumentaram: em praticamente todas as métricas, o mundo nunca esteve tão bem. Este é um motivo forte para ter esperança por um ano de 2017 ainda melhor.

Para começar o ano com chave de ouro, fizemos um vídeo mostrando dez boas razões para ter esperança. Compartilhe essas conquistas, acrescente mais uma razão e, juntos, vamos dar ao mundo um milhão de motivos para se ter esperança em 2017.


Até mesmo em termos de meio ambiente, estamos fazendo um progresso histórico em todas as frentes, desde a conservação de oceanos até a revolução da energia limpa!

Extremistas políticos e fanáticos que querem nos separar prosperam diante do medo e do desespero. É por isso que eles tentam nos convencer de que o mundo está piorando.

Grandes trolls, como Trump e Putin, chegam a contratar exércitos de humanos e "bots" para inundar as redes sociais com boatos e mentiras mostrando como tudo e todos são terríveis, exceto eles próprios (sério! Veja as fontes abaixo). Não há melhor maneira de responder a essa estratégia do que com um milhão de mensagens de Ano Novo mostrando o que traz esperança a cada um de nós

Vamos tomar esta dose de esperança e deixar que ela alimente a determinação, nossa e de nossos amigos. Porque, em 2017, juntos somos mais fortes.

Com esperança e gratidão por esse movimento incrível,

Ricken, Pascal, Bert, Emma, Mike, Fátima e toda a equipe da Avaaz.

PS: A reflexão de Ano Novo é muito importante, para cada um de nós e para um mundo que está em um momento de virada: de um lado, amor, esperança e sabedoria; do outro, medo, raiva e ignorância. Aqui estão cinco pontos que podem ser úteis para sua própria reflexão neste ano:  
    1. Sim, a situação é séria. Uma nova ordem mundial autocrática (60% dos membros da Avaaz acreditam que teremos uma segunda onda de fascismo) poderia ameaçar tudo o que amamos.
    2. Mas é também uma grande oportunidade. A humanidade, como cada um de nós, aprende mais com os erros. Boa parte de nossos maiores progressos foi catalisada por crises. Se enfrentarmos esse momento da forma adequada, poderemos emergir mais fortes e sábios do que nunca.
    3. Precisamos ser fortes e desafiar as forças do retrocesso. Mas não vamos nos deixar levar pela escuridão e reagir a partir de medo e raiva. Somos guerreiros do amor e da sabedoria. Devemos agir com luz.
    4. Quando nosso ponto de partida é o amor e a sabedoria, podemos perceber que nosso "inimigo" não é uma pessoa, mas a falta de discernimento; a raiva e o medo descabidos; a falta de consciência e de compreensão.
    5. Estes sim são antigos inimigos da humanidade. Nossos avós enfrentaram coisas muito piores com muito menos recursos, e conquistaram um progresso. Temos motivos de sobra para ter esperança e desculpa nenhuma para o desespero.   
E, por fim, todas as forças presentes no mundo estão também presentes dentro de cada um de nós: medo e amor; esperança e desespero. As escolhas que fazemos em nossas vidas pessoais moldam nosso mundo, por meio de bilhões de atos de bondade ou crueldade, sabedoria ou tolice. Só podemos dar o melhor de nós. Vamos bater nosso próprio recorde no próximo ano :). 
FONTES:

99 razões pelas quais 2016 foi um ano bom (em inglês)

https://medium.com/@angushervey/99-reasons-why-2016-has-been-a-great-year-for-humanity-8420debc2823#...

Como um apoiador de Putin no exterior divulgou propaganda pró-Trump aos americanos (New York Times) (em inglês)

http://www.nytimes.com/2016/12/17/world/europe/russia-propaganda-elections.html

Difusão de notícias falsas para semear divisões é arma poderosa da Rússia (New York Times/Folha de São Paulo)

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/08/1808018-difusao-de-noticias-falsas-para-semear-divisoes-e-arma-poderosa-da-russia.shtml

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E assim disse a Avaaz... e mesmo que alguns se surpreendam com uma "visão otimista", contra fatos não há argumentos. Acredite...



É possível dar ordem ao caos.
 Pense verde, o planeta azul agradece.
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Vamos continuar lançando esgotos nos rios até pelo menos 2054

Esgoto despejado no ambiente na Comunidade São Nicolau, em São Paulo, em foto de 2011 (Foto: Instituto Trata Brasil)

Enquanto um estudo mostra que o saneamento básico não será universalizado no prazo estabelecido em lei , governo adia em mais dois anos a elaboração dos municipais

 

Talvez você não saiba, mas é possível que a sua casa, esteja ela em um bairro rico ou pobre, em uma cidade grande ou pequena, não tenha tratamento adequado do esgoto

Em todo o Brasil, só 39% das casas contam com todas as etapas de um saneamento básico adequado: abastecimento de água, rede de coleta e tratamento de esgoto. Mesmo cidades influentes e turísticas, como o Rio de Janeiro, não conseguem tratar o esgoto de toda a população. Só metade das casas dos cariocas tem o tratamento adequado, segundo o Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS).  

>> Outros países mostram que despoluir rios, lagos e baías não é impossível: 

Não é segredo nenhum que esgoto não tratado provoca doenças e polui rios e córregos. Logo, saneamento básico deveria ser prioridade. Só que não. No final de 2015, a presidente Dilma Rousseff publicou um decreto adiando em dois anos a entrega dos Planos Municipais de Saneamento (PMS). Ou seja, as cidades podem ficar até 2017 sem apresentar qualquer planejamento para enfrentar a questão e sem sofrer nenhuma punição ou cobrança por isso. Não por acaso, um estudo recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calculou que vamos demorar o dobro de tempo para conseguir levar saneamento para toda a nossa população. Segundo esse estudo, se continuarmos nesse ritmo, isso só acontecerá em 2054.

Por que é tão difícil universalizar o saneamento no Brasil?


Um problema histórico:


"É difícil universalizar o saneamento por uma falta de foco histórico. Não se investiu no passado, e hoje temos um grande deficit para tirar o atraso", diz Édison Carlos, do Instituto Trata Brasil, uma ONG criada para defender políticas em prol do saneamento.




Carlos explica que o "básico" não está no nome do saneamento à toa. É um tipo de infraestrutura que deveria ser a primeira coisa a ser construída numa cidade. São três etapas: 

A primeira é o abastecimento de água. Construir redes e tubulações para levar água potável para a população

A segunda é a coleta do esgoto. Novas redes, diferentes da de abastecimento, para recolher a água suja

Por fim, a terceira etapa é a de tratamento. Essas redes têm de terminar em uma estação de tratamento, que vai limpar a água antes de devolvê-la para os corpos d'águarios ou mar.


Como estamos em cada uma dessas etapas? Não muito bem, segundo o SNIS:

Abastecimento de água: 82,5% dos domicílios
Coleta de esgotos: 48,6% dos domicílios
Tratamento de esgotos: 39% dos domicílios


Os dados acima são de 2013, os mais recentes divulgados. Isso significa que mais do que a metade da população brasileira (61%) não tem esgoto tratado. É esse o deficit a que Carlos se refere. Segundo ele, em todos os ciclos de crescimento econômico e populacional vividos pelo Brasil, não houve como contrapartida uma preocupação em investir em saneamento.

"Nas épocas em que o Brasil cresceu, praticamente não houve investimento em redes de coleta de esgoto. Nós tivemos nas décadas de 1980, 1990, uma expansão imobiliária brutal, sem que as cidades fizessem o planejamento na área sanitária. A própria lei do saneamento só veio em 2007".

Pouco resultado mesmo com o aumento de recursos:


O ciclo mais recente de crescimento econômico, que se encerrou na crise fiscal do ano passado (2015), trouxe aumento de investimentos para a área de saneamento. A lei de 2007 permitiu a entrada de companhias privadas, e a partir de 2008 o setor começou a receber recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo a CNI, o investimento saiu de R$ 6 bilhões, em 2007, para R$ 10,5 bilhões em 2013 (os dados de 2014 e 2015 ainda não estão disponíveis). O aumento é substancial, porém ainda insuficiente. Segundo a estimativa da própria lei do saneamento, são necessários R$ 15 bilhões por ano, pelos próximos 20 anos, para universalizar o saneamento.


O grande drama da situação do saneamento é que esse aumento considerável no investimento não está dando resultado

"O preocupante é que, mesmo com o aumento de esforços na liberação de recursos, o acesso ao serviço não melhorou tanto", diz Ilana Ferreira, analista de políticas públicas da CNI e autora do estudo. "Antes do PAC, o índice de coleta de esgoto melhorava 1 ponto percentual por ano. Agora, está melhorando 1,2 ponto percentual. Não é o suficiente para atingir a meta." A meta, no caso, é universalizar a coleta de esgoto até 2033. Segundo o cálculo feito por Ilana, nesse ritmo, as metas só serão cumpridas em 2054.


A CNI levanta inúmeros motivos para tentar explicar esse lento avanço no saneamento do Brasil:


- Burocracia.
- Atraso na execução de projetos.
- Disputa entre Estados e municípios.
- Deficiências na gestão.
- Dificuldade de obter licenças necessárias.
- Baixa qualidade técnica de projetos.


Um dos motivos é o mais importante: falta de planejamento adequado. "Não basta ter o recurso. É preciso planejar. E aí entra a importância de todas as cidades formularem seus planos municipais de saneamento", diz Ilana. Por isso, é tão frustrante que a Presidência decida, após pressão dos municípios, adiar em mais dois anos a apresentação do plano. Esses planos deveriam ser o alicerce da universalização do saneamento no Brasil.


Não é a primeira vez que os planos foram adiados. O primeiro prazo era que todos deveriam ter sido entregues em 2013. Chegou 2013 e o governo editou um decreto mudando o prazo para 2015. Um dia antes de o ano passado terminar, a presidente Dilma assinou novo decreto adiando para 2017. A estimativa do Trata Brasil é que 34% dos municípios com mais de 100 mil habitantes não entregaram os planos ainda.


Enquanto isso, poluição e doenças:


Por mais complicada que seja a situação, ela precisa ser enfrentada. A falta de saneamento compromete todo o desenvolvimento de uma nação. Em cidades onde não há saneamento, a situação é crítica em termos de saúde pública. Compromete a educação, porque crianças com doenças como diarreia não aprendem bem na escola. Compromete a produtividade, já que trabalhadores se afastam das atividades por conta de doenças. Compromete o turismo, sujando praias que poderiam ser usadas para lazer. Isso sem falar no meio ambiente. O rio Tietê, um dos mais poluídos do país, ainda hoje recebe 690 toneladas de esgoto por dia.


A falta de saneamento também ajuda a proliferar uma série de doenças. A ausência de rede de abastecimento de água, por exemplo, leva a população a ter de armazenar água limpa, o que pode resultar em criadouros para o mosquito Aedes aegypti, que transmite Dengue, a Febre Chikungunya e Zika Vírus.


Uma solução é olhar o ano eleitoral:


O problema é grave e a solução caminha a passos muito lentos. Mas os cidadãos não precisam ficar parados. O saneamento é uma responsabilidade municipal. É o prefeito que deve assumir as obras e ações em saneamento. Isso cria uma oportunidade para os cidadãos, afinal 2016 é um ano de eleições para prefeito e vereadores. "Nós precisamos ter cidadãos informados e mobilizados para a questão do saneamento, para que ele possa cobrar de prefeitos", diz Carlos. Se eleitores mostrarem que cumprir prazos, planos e obras rendem votos, podemos sair da inércia e caminhar para acabar com um dos motivos de maior atraso do Brasil.


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Mu®illo diM@tto