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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Exército será multado em R$ 40 mil por morte de onça em Manaus...

Onça-pintada foi abatida após participar do revezamento da Tocha Olímpica. Multa foi aplicada pelo IPAAM; animal não tinha autorização para ser exibido.


Juma foi exposta ao público, com correntes, na entrada de uma trilha (Foto: Matheus Castro)

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) informou nesta quinta-feira (7) que o relatório técnico sobre a morte da onça pintada Juma, morta durante o revezamento da tocha olímpica em Manaus, foi concluído. O órgão determinou multa de R$ 40 mil ao Exército Brasileiro por falhas em procedimentos que resultaram no abate do animal. O Exército pode recorrer.

A onça, que era mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), foi morta por um soldado no dia 20 de junho, após exposição no evento. Ela foi baleada depois de escapar da coleira que a prendia e avançar contra um militar. O caso ocorreu no momento em que ela era transportada para a jaula.

De acordo com o IPAAM, a multa atinge o Comando Militar da Amazônia (CMA), o 1º BIS e Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS).

O IPAAM informou que o CMA foi autuado em R$ 5 mil por contribuir para a utilização de um espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente

O CIGS foi autuado em R$ 5 mil por utilizar o animal sem a autorização do órgão ambiental competente

Enquanto o 1º BIS recebeu três multas: uma de R$ 5 mil por transportar o animal sem autorização, outra de R$ 5 mil por mantê-lo em cativeiro sem a devida autorização; e outra de R$ 20 mil por construir e fazer funcionar mantenedouro da fauna sem a licença do órgão ambiental.

As multas estão baseadas na Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/1998 e no Decreto 6.514/2008.

O relatório técnico do IPAAM será remetido ao Ministério Público Federal (MPF) para que medidas cabíveis sejam tomadas. O IPAAM diz ainda que o CMA já foi notificado das infrações. O G1 aguarda retorno do Exército em Manaus.
"Os autuados terão 20 dias para apresentar a defesa e, depois desse prazo, podem recorrer ao IPAAM e ao Conselho Estadual de Meio Ambiente".
 Informou o órgão.

Relatório:

O relatório técnico apontou que foram feitas quatro tentativas de sedar o animal em fuga, sendo alvejado com apenas um dos dardos.

"O que ocorreu no incidente foi que um dos mosquetões, uma estrutura metálica que prendia a coleira se soltou, por apresentar uma falha. Neste momento ela escapou dos tratadores. Temos o laudo da necropsia que diz que foram dados os tiros na região frontal. Não foi que o animal fugiu e atiraram por trás. Ele (o animal) estava correndo na direção da pessoa que atirou”. 

Disse o gerente de Fauna do IPAAM, Marcelo Garcia, por meio da assessoria.

O dinheiro das multas será destinado ao Fundo Estadual de Meio Ambiente que utiliza os recursos para promover diversas ações ambientais no Amazonas, como compra de equipamentos, recuperação de áreas, degradadas e projetos de fiscalização.

A Gerência de Fauna do IPAAM ressaltou que as seis onças do CIGS estão todas com chips e as devidas autorizações do órgão ambiental.

Multas:

Comando Militar da Amazônia- CMA:
Autuado em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por concorrer para a utilização de um (01) espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.

Centro de Instrução de Guerra na Selva – CIGS:
Autuado em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por utilizar de um (01) espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.

1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel) - 1º BIS Amv:
Autuado em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por transportar um (01) espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.

Autuado em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por ter em cativeiro um (01) espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.

Autuado em R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por construir e fazer funcionar mantenedouro da fauna silvestre nativa sem a licença do órgão ambiental competente.

Entenda o caso:

A onça foi abatida pelo Exército após fugir e avançar contra um militar, informou o Comando Militar da Amazônia (CMA). O fato ocorreu na segunda-feira (20), após o local receber o 'Tour da Tocha'. Juma era mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS) e tinha entre 8 e 9 anos.


"A onça-pintada 'Juma', mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS), estava, por coincidência, no Centro de Veterinária do CIGS no mesmo dia do evento, para realização de revisões e cuidados da saúde como, por exemplo, a limpeza da cavidade bucal e a medição biométrica para acompanhamento do estado de higidez da onça".
 Cita nota enviada pelo Exército.

Segundo o CMA, a onça escapou no momento em que o CIGS estava fechado para visitas. Uma equipe de militares composta de veterinários especializados tentou resgatar o animal. Porém, mesmo atingido com dardos tranquilizantes, Juma se deslocou em direção a um militar e foi realizado um tiro de pistola por medida de segurança. O animal morreu no local.

Ambientalistas criticaram o ocorrido. Ao G1, Diogo Lagroteria, analista ambiental especializado em fauna silvestre e veterinário, disse que, mesmo com anos de treinamento e em cativeiro, a onça nunca poderá ser considerada um animal domesticado
"O incidente no Cigs aconteceu pelo simples fato dele [o animal] ser uma onça. Animais selvagens sempre serão animais selvagens. Não tem como prever a reação deles nesse tipo de situação". 
Disse o analista ambiental ao G1.

Comitê Olímpico:

A Organização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 se pronunciou na terça-feira (21) sobre a morte da onça Juma
"Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado". 
Admitiu o comitê.

Em nota divulgada em sua página no Facebook, a Rio 2016 disse que o ocorrido "contraria as crenças e valores" da organização.

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Minha observação:

Só tenho duas coisas a dizer... 

1º) Por que o Comitê Organizador das Olimpíadas Rio 2016 também não foi autuado?! 
2º) Por que somente após a morte do pobre animal é que o exercito foi autuado por manter um animal em cativeiro?! 

E para concluir...


Juma é mais um pobre e inocente animal que entra na triste estatística de escravidão, descasos e maus tratos perpetrados pelo homem. Lista essa que deveria ir para a consciência de todos algozes e omissos... mas é certo, nenhum desses não tem mais nada que possa lembrar o quê é de fato ter consciência...

É possível dar ordem ao caos.
 Pense verde, o planeta azul agradece.
Abraços, sempre!!!...

Mu®illo diM@tto

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Onça é assassinada após "participar" de passagem da tocha olímpica

Foto e texto extraídos de http://blogs.oglobo.globo.com/nas-redes - publicado em 21/06/2016

A morte de uma onça logo após sua participação em cerimônia com a tocha olímpica em Manaus, na segunda-feira, gerou revolta nas redes. Juma, que que pertence ao zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva, foi abatida depois de escapar do centro e atacar um militar mesmo após ter sido atingida por tranquilizantes, de acordo com informações do Exército.

Segundo o Comando Militar da Amazônia, o animal se soltou da coleira quando já estava de volta ao zoo. Um grupo de tratadores tentou o resgate, mas, mesmo sedada, a onça teria avançado sobre um dos veterinários e, atingida por um tiro de pistola, "veio a falecer", segundo nota.

O Comando Militar já determinou abertura de processo administrativo para apurar os fatos. Durante o trajeto da Tocha, Juma chegou a ficar bem próximo a um dos participantes do revezamento. As informações são do Portal Amazônia.

Nas redes, os usuários manifestaram indignação com o destino dado a um animal que faz parte de uma espécie ameaçada de extinção:
Foto extraída do site: http://www.midiamanauara.com
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Minha observação:
Abertura de processo administrativo?! Para quê?! Não é obvio o quê fizeram? Simplesmente ignoraram o... 

Art. 32 da Lei de Crimes Ambientais - Lei Federal de n 9605/98,

e assim cometeram uma atitude que é contra a natureza do animal, a de expô-la em meio a uma multidão.. o que é certo que a deixaria estressada.  

Links de sustentação:

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Mu®illo diM@tto

quinta-feira, 22 de março de 2012

22 de março - Dia da Água


A poluição é o nosso pior resultado para aquilo a quem chamamos de progresso, e quando digo progresso eu falo daquele que é sem nenhum planejamento, ou quando o tem é feito apenas para  demonstrar que o fizeram, pois nada tem de seguro ou confiante. Um caso típico seria a construção da nova linha do metrô no município do Rio de Janeiro, onde o estado terá que fechar duas estações, mesmo que temporariamente, para que a nova passe por debaixo das mesmas, já que estas estão no caminho da nova rota, só que esse só afeta os cofres públicos, apesar de ferir mais ainda a geografia da cidade. Isso é um bom exemplo de progresso sem planejamento. 

Outro caso, e é esse que vou dar importância, é a sucessão de erros por parte da multinacional americana Cevron, que alguns dias atrás caiu no mesmo erro de novembro de 2011 no Campo do Frade na Bacia de Campos, estado do Rio de Janeiro, e que por sua vez havia cometido o mesmo erro em outros tantos meses mais, lá no Golfo do México. O assessor de diretoria Silvio Jambloski, da ANP, que é a nossa Agencia Nacional do Petróleo disse que os acidentes causados pela Cevron não chegaram a ter um efeito catástrofe e que estes são aceitos pelo fato de não ter havido um grande impacto ambiental, e apesar dos erros cometidos a Cevron não tem culpa dos incidentes. Então além de isso denotar progresso não planejado ainda há a questão do descaso por parte da digníssima empresa e também do nosso digníssimo governo, este representado pela ANP. E mesmo que o MPF (Ministério Público Federal) denuncie tanto a Cevron quanto a Transocean, a parceira de erros da empresa americana (leia postagem do dia 25/11/2011 de título: E com vocês..., mais um crime ambiental), a parte responsável pela vigilância de coisas assim, faz vistas grossas, pois só cobrar multas não adianta, tanto é que a repetição do mesmo erro nos prova isso. Se o despejo de 2,5 mil a 03 mil barris de óleo cru em nossas águas litorâneas, que foi a quantidade desta vez,  não ser visto como um grande impacto ambiental, não sei mais o que será preciso para que num futuro se alguma coisa do tipo vier a acontecer, seja visto como um. Já esta agora do dia 08 de março, e que ocorreu a 120 km da costa do estado do Rio, contaminou nossas águas com uma mancha de óleo que alcançou, nada mais, nada menos, do que 18 km de extensão, e assim totalizando uma área de 11,8 km2. Um erro também considerado de pouca importância no que concerne a impactos ambientais. Erros desse tipo, que deveriam ser evitados através de planejamentos mais minuciosos, não podem ser vistos como simples incidentes, pois quase tudo que extraímos, fabricamos, industrializamos deixam resíduos sólidos ou úmidos, que por muitas vezes são lançados no meio ambiente e este por sua vez quando os absorve, ou não, danificam ecossistemas terrestres ou marinhos, e até mesmo cidades, trazendo mortandade para a fauna e flora, ou doenças para a população da área afetada. Muitos governos, empresas e indivíduos ainda não tem a preocupação de como tratar desses resíduos, e assim estes, tanto pessoas como resíduos, contribuem para o que chamamos de poluição.
e veja os diversos tipos de resíduos
que existem e ai estão sendo despejados na natureza.
Hoje em pleno dia da água, as praias de Ipanema, Leblon, Copacabana e Barra da Tijuca, as  mais famosas do Rio, foram consideradas impróprias para o banho pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), e o pior é que durante todo o dia não haviam placas anunciando a situação de perigo enfrentada por parte dos banhistas que mergulhavam em águas sujas e com bactérias acima do limite recomendado, podendo causar desde micoses a hepatite.
O nosso país, apesar de todo o seu desperdício de água, é abençoado, ao contrário de outras nações que já se privam desse nosso bem maior, e sem ela a vida não aflora. Aqui temos o maior sistema de água subterrânea da Terra, o Aquifero Guarani, como também o maior rio, o Amazonas, mas isso não nos dá o direito do desperdício, que tanto praticamos. O conceito da Pegada Hídrica (ou Water Footprint), criada pelo Prof. Arjen Hoekstra, é a medida diária, ou anual, de tudo aquilo que é industrializado e consumido onde a água esteja como componente, e segundo cálculos feitos, nós brasileiros consumimos em média 1.381m3 per capita por ano, e é claro que nesse calculo está presente o nosso descaso em relação ao nosso desperdício. O Brasil enfileira como um dos maiores desperdiçadores desse bem. Então, que o III Fórum da Sustentabilidade, que está ocorrendo em Manaus seja um prenuncio de que realmente as nações estejam interessadas em ver o quanto o progresso, esse procedimento tão necessário, não seja o veiculo maior para tantos desastres. E que venha a Rio +20 para fortalecer ainda mais a ideia de que nosso ar, nosso chão e a nossa tão preciosa água pedem socorro.

Links de sustentação:

Site de uma dos maiores biólogos ativistas de país, Mario Moscatelli:

Jornal da Biologia:

A ação do IBAMA em relação a Chevron:

III Fórum da Sustentabilidade:

Um pouco sobre o Prof. Arjen Hoekstra no site SOS Rios do Brasil:

E que hoje o planeta inteiro brinde a vida com a água potável que todos nós merecemos.


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Mu®illo diM@tto
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