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Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro, Brazil
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

SEMANA DA ÁRVORE...


Estamos entrando na semana da árvore, e digo que essa é uma época, que igualmente ao Natal, eu reflito como nunca, pois que é uma semana na qual nos devotamos a esses seres passivos e tão caros a todos nós. Nessa época sempre bato os olhos nas páginas de um velho livreto, uma cartilha para eu ser mais exato (tantas vezes lida por mim), chamada Manifesto Verde, de Ignácio Loyola Brandão, nela está contido todo o desespero de um pai para os seus dois filhos, pois lá Loyola Brandão se preocupa com o que deixaremos para os nossos filhos, e apesar do livro ter sido escrito em meio à década de 1980, ainda é bem atual, infelizmente! Existem algumas árvores em especial que eu gosto, sempre que passo por elas, em forma de agradecimento pela sua utilidade e beleza, de fazer algum aceno, e a impressão que tenho é que quando o vento as toca, elas dançam como que retribuindo o meu gesto. Doideira ou não, gosto de pensar que elas tenham alguma afinidade comigo. Eu penso totalmente ao contrário do que prega um velho conhecido meu, que me disse uma vez, que as plantas são seres de narizes em pé, pois não se manifestam as nossas reações. Não acho isso, não! Pois acredito que essas nossas amigas verdinhas demonstram com outras formas de carinho o que “sentem” por nós, haja vista que elas estão por aí tentando perfurar o concreto que cobre a terra, renascendo em tímidos galhos pelos troncos cortados jogados ao chão, sobrevivendo de forma incrível às queimadas, e etc. As árvores nós devemos: o nosso ar, a nossa sombra, os nossos saborosos frutos, e a contemplação..., é, a contemplação, pura e única contemplação! Pois que procuramos nas alturas os deuses astronáuticos verbalizados pelos nossos solitários e carentes antepassados, enquanto que outros deuses, tão terrenos, estão aqui a nos guarnecer com sua bondade quase que milenar toda a sua dedicação, mesmo que pareçam indiferentes a nós. Às vezes a estes deuses chamamos nós de fogueira, “de cadeira, tamborete, mesa, balcão de bar”, como bem canta o maravilhoso músico, cantor e compositor Xangai. Então, essa é uma época em que eu me pergunto muito se o tratamento dado a esses seres evoluídos, esses deuses, reais filhos do planeta, é o correto. É claro que a minha resposta é obvia: não, não é correto coisíssima nenhuma! Há sempre o descaso por parte desse animal que se acha dono de tudo, que por onde passa causa lixo e deixa a sua marca registrada a vista de quem nem os viu: a destruição. É nós, os homens, nos especializamos nisso, pois que para construir algo temos que destruir outra coisa. O homem polui, mata, extingue e não parece se importar muito com isso. E quando falo disso não digo apenas dos homens políticos, donos de grandes corporações..., falo também daquele humilde dono de nada, andante das ruas. Aquele que é chefe de família. Aquela que é dona de casa. Falo do adolescente que não recebeu a educação necessária para que não despeje aquilo que lhe indesejado no chão. Falo de todos no geral. Árvores e todo o tipo de vida vegetal são superiores a nós em tudo, e não olhamos para eles com subserviência necessária, não lhe temos o respeito merecido, pois não os vemos como seres vivos legítimos. O fato deles não possuírem a deficiência da dor, não nos dá o direito de machucá-los, de matá-los, de extingui-los a nosso bel prazer. Onde foi que se definiu que tínhamos o direito a isso? Acho que somente na nossa vontade imperialista, na qual acreditamos ser soberana.
E antes que outro livro de Ignácio Loyola, “O Homem Que Espalhou O Deserto”, se torne ainda mais real, eu aqui declaro que “verde que te quero verde”, eu te amo! E imploro a ti pelo nosso perdão. E desejo aos homens que façam da semana da árvore uma eterna comemoração, uma comunhão plena, sincera e apaixonada, em agradecimento a toda vida no planeta, antes que acabemos de vez com esse que pode ser o único planeta na qual a vida como a conhecemos se fez presente.

Alguns links de despertamento:
Abraços, sempre!...
Mu®illo diM@ttos